O tempo há-de passar e nós por ele também e em nós ficarão as marcas dos dias e das estações. Somaremos escolhas, decisões e erros também. Seremos tudo isso e mais o que sobrarmos, mas nada disso importa, porque na alma guardamos a eterna juventude do primeiro dia que nos descobrimos como o resto da nossas vidas. Na alma permanece a inquietude do Amor que não sabe contar os dias, que vive na permanente impaciência de querer tudo e tudo ser insuficiente. Quem ama não envelhece nem vê envelhecer porque o Amor não tem tempo, o Amor é um sentido, uma razão de existência que não se mede no Tempo por onde passam os ponteiros do relógio. O Amor é o desassossego da espera e desespero de saudade. É nesta intensidade que te vivo e guardo à revelia dos dias. És e serás sempre o arrepio do primeiro beijo, o primeiro toque da pele na pele, a primeira vez que fizemos amor... O 'sempre' que te sopro ao ouvido, antes e depois de adormeceres, é a eterna luz da Primavera em que te vejo e te sinto tão profundamente hoje como ontem como daqui a 50 anos. Não há Tempo nem Vida para além de ti.
sexta-feira, 28 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
É hoje o dia
E por mais que te deixe no ouvido enquanto dormes as palavras de amor que não sei esgotar acordada, tudo é mais e tudo é pouco. E eu, que um dia me acabarei como tudo se acaba menos o Amor que nos segura a vida, vou precisar de voltar para te dizer o que me ficou sem tempo à espera de te aconchegar cada segundo do que somos. Porque tenho muito para te dizer, porque o Amor é imenso, tanto quanto o infinito. Porque te amo todos os dias mais e as noites são pequenas para te abraçar com a força com que te sinto em mim. Por isso adormeço depois de ti. Gosto de ficar acordada a ouvir-te adormecer de pele nua colada na minha, embalada por histórias de ontem e o sorriso de hoje. Gosto dos teus lábios nos meus antes e depois de adormecermos. Gosto de imaginar que, mesmo enquanto durmo, te encosto palavras de Amor para além do corpo e me ouves em sonho o sussurro do coração. Gosto da doce inconsciência com que me abraças enqunto dormes e dos teus lábios que me beijam sem dares conta, pela saudade que nos fica entre um sonho e outro. E porque acordo, sorrio. Tenho tanto Amor para te dizer...
quarta-feira, 19 de março de 2008
Encontro
Não, hoje não temos nada para comemorar, não é uma data especial, não aconteceu nada neste dia, não me ocorre nada de extraordinário. Hoje não celebro nada em particular, celebro tudo de forma absoluta - todos os dias especiais e todos os dias que passaram sem rasto, celebro o que vivi a partir de ti, celebro uma vida nova, um mundo diferente, um encontro feliz, um momento único. Celebro o destino. Celebro-nos muito simplesmente. Hoje não é um dia especial porque todos os dias o são porque os vivemos à nossa escala e num calendário próprio em que os dias são celebrações continuadas porque existimos lado a lado dentro das horas que os preenchem. Celebro o passado que te trouxe, o presente em que te abraço e o futuro que nos sonho infinito. E acima de tudo celebro o inexplicável que te fez dizer quase antes de conheceres a minha voz 'Vês, como foi fácil?'. Porque nada acontece por acaso, muito menos o Amor. Foi fácil. Talvez porque nascemos para esse momento, porque a vida só começa quando lhe descobrimos um sentido.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Debaixo do sol
O espelho do que somos reflecte o mundo à nossa volta que nos sente cheias de luz. À nossa volta só o Verão acontece e sol fica na pele todas as noites de todos os dias. E mesmo que lá fora o vento não nos deixe dormir e a chuva caía descontrolada, há raios de luz que resistem e nos seguram por todo o caminho. O destino somos nós, partimos iluminadas e na alma viaja-nos um sol inesgotável. Na alma guardamos segredos que ultrapassam as estações do ano. O coração pinta-nos uma paisagem onde a cor se renova enquanto caminhamos o destino que nos sonhamos.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Tanto para dizer...
Às vezes, o dia cansa e a noite é pouca, às vezes não sei que coisas ainda não te disse, mesmo quando penso que tudo o que disse é pouco e tanto fica por dizer quando o sentir é infinito. Às vezes, chego a estar tão adormecida que me esqueço de pensamentos entre as palavras e perco palavras por entre os pensamentos em que o sono me aconhega sem que eu dê conta. Há fins de dia assim, tão cansados que não sei o que escrever porque só me restam forças para embrulhar-me no conforto deste sentir-te tão completamente. E há madrugadas em que os meus olhos ardem, feridos pela luz onde encontro as poucas palavras que me restam. Hoje o dia teve mais horas do que o habitual e a noite é pequena para me repousar. Hoje já passou ou passará quando te disser bom-dia de braços em ti como amarras que te seguram no meu corpo. Falta pouco para ser dia e a vida regressar-me. E neste instante que roubo ao sono, à falta de palavras novas, deixo-te uma intenção, a mesma de sempre: despertar-te o dia de alma embalada no sussurro do coração. E por agora adormeço e espero a claridade, porque o dia só me começa quando me chega a luz de um beijo teu.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Firme
Indiferentes ao tempo, porque o tempo não existe quando vivemos dentro e fora dele e seguramos essa certeza que nos transcende de que nada acontece por acaso, seguimos uma viagem de ida sem volta. Porque a viagem é vida, um caminho de cor. Em frente ficam todos os oceanos do mundo e terra infinita por descobrir. Preguei o meu destino na parede e sigo a luz que o ilumina. Seguimos como um rio sem regresso, que nos desenha a paisagem nas formas que imaginámos. Caminhamos, juntas andamos mais depressa e o nosso passo é firme. A mão que seguras nas tuas está cheia de vontade. Os olhos que se perdem nos teus mostram-te a alma de quem não vê mais nada para além de ti. As palavras são escassas, imperfeitas e, muitas vezes, desajeitadas. O coração serve para corrigir erros e amar-te perdidamente para além de mim.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Depois de amanhã de depois
Sem tempo e sem lugar preciso é o Amor que nos empresta a calma e nos faz chegar ao longe que, vezes sem conta, imaginámos. Agora que o longe é daqui a bocado, olho para trás e vejo-nos sempre do mesmo tamanho, maiores do que a vida e à altura da eternidade. Sonhámos sempre longe, quisemos sempre tudo por inteiro e não soubemos desistir desse tudo que valia a pena porque a alma era infinita. E do longe se fez perto, tão perto que estamos quase a chegar. O passado que foi ontem era um sonho de futuro. Hoje está à beira de amanhã e nós somos todas os amanhãs do tempo. Falta pouco e somos já tanto. Somos hoje o que sonhámos ontem e soubemos cumprir aos poucos. Somos hoje um nós para além de todos os dias seguintes, abraçadas a esta vontade de tempo sem fim. Somos o resto da nossa vida e para além disso aquilo que houver. O que somos não se acaba numa vida.
quarta-feira, 5 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Terra à vista
Robin Mitchell, Sem título, 2004De vento em popa, o nosso barco avança por mares imaginados. O sonho cumpre-se e o futuro é quase agora. Ao leme prende-se a vontade de sempre e agora mais valente do que nunca. De vento em popa, navegamos cada vez mais perto da margem que nos cumpre e onde não tardaremos chegar. Atravessámos o mundo inteiro para chegar a este lado e a terra do sonho existe porque acreditámos. Contra ventos e marés nós navegámos e se longa nos pareceu a espera, adivinha-se a ansiedade da chegada. Não tardamos, meu amor, aproxima-se amanhã e amanhã somos nós embrulhadas pelo sonho que aqui nos fez chegar. De vento em popa, avançamos para a terra que a nossa vista alcança com olhar do coração e a vontade infinita da alma. Daqui a pouco lançamos âncora a duas mãos e desembarcamos para um único chão.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Boa memória
Jeff Waldorff, Partial Lunar Eclipse (20FEV2008)Ainda que passem anos que podiam ser milénios, a memória do eclipse que só tu e eu conhecemos não desiste. No centro do universo o eclipse acontece noite e dia, mesmo nos dias cinzentos em que as nuvens deixam ver um pouco menos do céu que somos incondicionalmente. E quando a terra esconde o sol da lua, o calor vem de dentro e sente-se o infinito como rumo. Encontro-nos no centro do universo, sempre mais absolutas do que a física que nos explica o princípio da vida. Sabemos onde estamos mesmo que o mundo fique às escuras, estás em mim e eu em ti e, ainda que nos falte o chão durante a falta de luz, sinto-nos o equilíbrio de quem caminha uma ideia concreta de Amor. Hoje sabemos um pouco mais do 'nós'. O que aprendemos e cumprimos com dedicação é que o eclipse é infinito quando os astros se alinham em pleno na rota definida pelo Amor.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Perto do céu
Kevin Sargent, Still, 2007No céu que encontro em ti, desenho, com a ponta dos dedos, mil caminhos que quero percorrer contigo. Desenho braços estendidos para chegarmos mais depressa ao tudo que construimos no aqui e agora. Mas por enquanto é hoje e hoje a vida acontece, não há tempo a perder. Por isso, vivemos nesta intensidade que ninguém iguala, nesta vontade de viver para sempre, neste Amor sem descanso e sem medida. Porque o Amor é inadiável, porque tu e eu somos Uma, sem tempo, sem distância, incondicionalmente. Na pele que me tocas, gravo o teu corpo e abraço a alma. Seguro o coração nos beijos que te encontram a toda a hora e espreito-te um céu a perder de vista na força com que te abraço. E toda a Vida és tu. Somos esta vontade infinita de nós que moldamos afincadamente e a forma que lhe damos não se quebra nem se gasta. Nada em nós respeita o tempo - seguramos o momento e pertencemos à eternidade.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Hoje não vamos trabalhar
Todas as noites te deixo um anjo debaixo da almofada para que te passeies por sonhos felizes da noite para o dia, onde somos infinitamente o Amor que nos veste a alma para além da pele. De manhã quando acordares o Amor será maior, porque os dias passam e nós crescemos mais algumas horas. Somos mais do que ontem, seremos sempre mais do ontem. Aos dias vamos acrescentando muito, um pouco de cada vez. E neste tanto que somos, tudo é pouco porque sentimos um absoluto para além do tudo. Somamos os dias, demasiados pequenos para cabermos neles completamente, às noites, demasiado curtas pelo que deixamos de dormir, à procura do sempre que vem de dentro cada vez mais terra firme à nossa espera. O abraço em que me seguras durante a noite é o universo inteiro onde viajo sem fim. Se dormimos aninhadas num beijo que nem o sono distrai, o Amor encontrou a sua casa. Debaixo da almofada, o anjo que te guarda enquanto durmo fala-te de mim e conta-te o resto da história de nós no passado, no presente e no futuro. Regresso-te pela manhã num beijo cada vez mais infinito. E ao mesmo tempo te sussurro 'Hoje deixamos o mundo à nossa espera e ficamos em nós todo o dia...'
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Quero-te
Quero-te, muito, talvez mais do que no tempo em que não te tinha e obsessivamente sonhava em voltar a ter-te. Quero-te sem peso nem medida, mais do que tudo porque o meu tudo és tu e quero que sejas infinitamente o Amor da minha vida e depois disso também. Querer-te tão completamente nunca é suficiente, porque quero sempre mais, quero-te um universo sem fim e o centro da terra ao mesmo tempo e amar-te assim, incondicionalmente e sem contradição. Quero-te hoje a adormecer como amanhã em corpo vivo. Quero-te ontem e depois de amanhã e sempre, mesmo tendo-te sempre aqui comigo. Quero-te para além de mim, intemporalmente, porque o meu querer é perfeito e transcende o meu próprio fim. Não sei sentir-te menos nem imagino um querer mais forte. Amar-te é esquecer-me de dormir distraída pela força indomável que és em mim.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Acordei-te?...
Escorre azul de céu do quadro em que nos pinto eternas, sem tempo nem lugar. É um azul feliz, quase tão luminoso como a luz que te descubro todos os dias e me aquece a alma sempre mais um bocadinho para além do tudo. É um azul feito de pedaços de sol que encontro nos teus braços e me aconchegam mesmo nos intervalos do nosso abraço - são pedaços de calor que as saudades não arrefecem e nem o tempo extingue. E ainda que sinta infinitamente a tua falta quando não te tenho à distância de um beijo, sinto-te em raios de luz por dentro a partir do coração. Procuro-te a pele como o céu azul envolve o sol. Passeio-te o corpo nessa vontade de paraíso e encontro-te o mesmo desejo de mil cores e um querer infinito. Por vezes, somos Uma, outras vezes somos 'nós'. Somos sempre mais do que duas partes separadas, tu e eu. Somos Amor numa peça única. Ontem éramos uma ideia de sempre, hoje somos para sempre e mais um dia. Amanhã seremos eternamente. Tenho vontade de te acordar para te dizer que hoje já é amanhã e que os nossos dias não têm fim...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Robustez
Enquanto dormimos, passeio-nos num carro de luxo antigo por caminhos que sonho contigo acordada. E quando a manhã nos regressa, desistimos do carro e continuamos a pé o nosso caminho cada vez mais próximo do sonho. E porque andamos e sabemos onde queremos chegar, vão acontecendo, todos os dias, coisas que nos surpreendem pela velocidade a que nos confrontam. Porque, às vezes, o mundo acontece mais depressa do que o pensamos. E sorrimos por dentro o que os olhos veêm por fora e a alma sente tão profundamente. E ainda que as partes que vamos construindo sejam, inesperadamente, mais do que imaginamos, somos muito mais do que modestamente julgamos, somos tudo e queremos TUDO porque menos não faz sentido. E amanhã teremos o dobro do tamanho, porque crescemos todos os dias dentro e fora de nós. Transbordamos um querer, uma vontade e a fé no eterno que somos nós. Tenho a certeza que todos reparam no que os meus olhos te escrevem no ar e acredito no beijo infinito que me devolves. Tenho a certeza de que quem nos repara reconhece a raridade em que acontecemos e vivemos ao segundo. Porque o Amor é raro e, no beijo infinito que transbordamos, somos únicas. Porque a nossa disponibilidade para amar é incondicional, é maior do que o sonho e tão imensa quanto a eternidade que nos vestimos todos os dias sempre mais intensamente... Menos não seria Amor simplesmente.
A difícil Arte de Amar
DRUIEL ,O Amor é tão simples que, por vezes, soa a improvável. Porque é difícil acontecer. É raro. Mas acontecendo é de uma simplicidade pura e absoluta. Não se explica, acontece, vive-se em tudo o que somos e torna-se impossível viver sem ele. Não é fácil encontrar o Amor e muito mais difícil é o Amor encontrar-nos. Morremos aos poucos quando perdemos o Tudo que encontrámos. E mesmo perdendo, quem ama verdadeiramente sente-se maior porque, por muito que doa, pior seria nunca ter amado. OBRIGADA PELO PRÉMIO.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Calha bem
Anabark, Um beijo infinito, DEZ07
Foi quase assim que a vida começou. Quantas vezes podemos nascer de novo? É hoje o dia exacto do que eu te descubro todos os dias - o meu caminho, a minha fé, a minha vida. A certeza absoluta de sempre em cada beijo. 'Será que isto alguma vez nos vai passar? (não respondas, eu sei a resposta.)' . O que é infinito não passa, meu amor. O tempo passa, o Amor que nos escolheu não tem fim, não passa nem em ti nem em mim.
_____________________________HARRY: How about this way? I love that you get cold when it's seventy-one degrees out. I love that it takes you an hour and a half to order a sandwich. I love that you get a little crinkle above your nose when you're lookin' at me like I'm nuts. I love that after I spend the day with you, I can still smell your perfume on my clothes. And I love that you are the last person I want to talk to before I go to sleep at night. And it's not because I'm lonely. And it's not because it's New Year's Eve. I came here tonight because when you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want the rest of your life to start as soon as possible!
in «When Harry Met Sally» (Rob Reiner, 1989, EUA)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Antes de amanhã
Abba Richman, Coloured Wall #5, 2003Colecciono cada pedaço de nós como pedras preciosas que constroem o nosso sempre com paredes coloridas, seguras e resistentes ao tempo. Por vezes, enquanto não chego ao sono, escolho memórias e vivo duas vezes momentos únicos como tu. Hoje é o dia de véspera e, mesmo que não seja o dia exacto, antecipo a ansiedade de um hoje, vivida por duas vezes no passado. Porque amanhã é o dia e já passou algum tempo entretanto, mas nos meus lábios foi ainda há bocadinho, porque o calor dos teus me ficou na boca, a embrulhar-me o coração. E atrás dos lábios vieram palavras que eu imaginei e quase escrevi, em teu nome, para mim. E nesta ansiedade em que vou antecipando o dia de amanhã, seguro-nos a alma num abraço infinito que nos faz Uma e nos descobre um mundo cheio de cor, erguido e pintado em nome do Amor. Enquanto não adormeço e me encosto nas palavras que encosto a nós, digo baixinho o teu nome para que as paredes que nos recordam entendam quantas cores nos escrevem a vida num coração único em dois peitos separado.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Espalhadas pela casa
Na nossa casa não faltam coisas que, por tudo e por nada, nos lembram do amor que vivemos sempre mais e maior na passagem dos dias. Na nossa casa espalhámos por todo lado instantes únicos e intemporais, que nos saltam à vista mesmo depois de vencidas pelo sono. Na nossa casa, embrulhamos o presente em memórias do passado que nos encontrou numa mesma rua e nos fez sonhar as duas o mesmo futuro. Nos quatro cantos da casa há partes de nós em diversos tempos e num mesmo movimento de alma que se entrega por inteiro. E, por tudo e por nada, as coisas que não faltam para dar conta do amor que vive cada vez mais amplo no que transborda de nós cobrem o chão e as paredes e tornam-se incontornáveis. Já não sei quando, talvez ontem ou, se calhar, num outro dia qualquer, deixou de haver tecto, porque tudo cresce à nossa volta e o espaço, que sendo grande é pequeno para um 'nós' do nosso tamanho, falta-nos para as coisas novas que, amanhã, espalharemos pelo chão para agarrar as coisas do dia seguinte e depois disso até ao fim dos dias. A nossa casa guarda o que vive o coração e a eternidade do que sente e do que somos tu e eu, sem princípio nem fim.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Primeiras impressões

'Vês como foi fácil...' a primeira frase que te ouvi, as primeiras palavras no momento em que os nossos olhos se encontraram, a primeira imagem em que te recordo são hoje o meu primeiro pensamento ao acordar. Hoje é um dia diferente e será sempre assim para o resto da minha vida, porque hoje estamos aqui onde não imaginámos há setecentos e trinta dias atrás. Hoje somos um universo inteiro que se expande cada vez mais infinito, somos um caminho, um sentido, uma vida que se cumpre, rara e única no encontro com o Amor. Não passou muito tempo, foi quase ontem, mas quero poder dizer que já passaram muitos anos depois disso, porque merecemos e porque acreditamos na nossa história com princípio mas de final impossível. O tudo em que vamos acontecendo é para sempre porque todos os dias é mais, muito mais do que as palavras explicam. Porque o Tempo passa e somos infinitamente mais Amor e paixão que não sossegam nem de noite nem de dia. Quem ama verdadeiramente não tem horas nem dias de calendário, quem ama mede o tempo pela vazio da ausência e perde-se nas saudades que quase matam e na ansiedade de voltar ao abraço de quem espera com igual desassossego embrulhado na mesma intensidade. Assim te sinto eu, ontem, hoje e amanhã. Assim aninhamos nós as noites no corpo incendiado. Assim nos descobrimos um sempre que começou no dia de hoje há dois anos atrás. Quero-te tudo, sempre mais do que ontem.
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