sexta-feira, 9 de maio de 2008

Esconderijo

Anabark, My blueberry nights and days, (MAI08)

Passo por aqui a correr porque a noite tem horas contadas e as minhas mais ainda. Passo por aqui para te deixar lembranças de outras noites em que o tempo deixa de ter importância e só nós contamos da noite ao dia, durante os dias que roubamos a nosso favor fora do mundo, num esconderijo que ambas construimos como um castelo nosso. Passo por aqui para te abrir uma janela e deixar entrar a cor desses dias que guardamos em nós e revisitamos, vezes sem conta, porque vivemos de alma e coração nesse lugar. O Amor, que escolheu onde ficar e viver para sempre, tem uma luz na ponta e o seu único segredo é o jeito com que nos ilumina por dentro, como quem abre uma porta conhecida. O Amor é tempo que nos embrulha a cada instante na pressa de voltar para casa com o desassossego eterno do primeiro beijo a tomar conta do corpo. O Amor é este fogo posto infinito em que te vivo noite e dia em qualquer parte do mundo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cresce e fortalece

Bill Warren, Building in Red Clay

Quanto tempo é preciso para construir um coração? Como se constrói um coração? Não sei. Sei apenas como construi o meu e quanto tempo levei para pô-lo a funcionar. Sei o momento exacto em que me dei conta de que a vida é o que o coração sabe guardar e fortalecer. Nada mais nada menos. No meu cresceste tu. Cresceste o infinito, indiferente ao tempo e à distância, para além de limites conhecidos. E todos os dias te sinto mais o absoluto e o insubstituível. O meu coração não tem tamanho definido, tem a tua medida exacta e do que lhe acrescentas neste passear dos dias. E este tanto é quase nada porque tudo nunca é demais. Porque o Amor é um perpétuo movimento, um sonho constante da vida, um eterno começar sem nunca chegar ao fim. O Amor é crescer para além de tudo e viver para sempre. Nasci contigo um coração. Tudo o que vale a pena pena está lá dentro. Amor. A vida é apenas isso.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O resto da minha vida

Niki Conolly, Abstracts and Nonsense, 2006

Em véspera de envelhecer mais um ano, olho para dentro e contemplo a estrutura. Nada existe sem lugar próprio e reconheço a história de cada centímetro e o tamanho de cada momento guardado na memória. E o tempo que passou é pouco, porque a vida começou contigo. Quero o dobro dos dias e mais se puder ser. Quero que os meus dias contigo durem a eternidade. Amanhã a minha festa da vida és tu e o nós que somos. Embrulha-me em ti no momento zero e deixa-me nascer devagarinho no calor de um beijo. Que sejas tu a primeira pessoa que eu vejo e que o tempo nos sorria porque é o infinito que nos desejo. O resto da minha vida és e sempre foste tu.

terça-feira, 29 de abril de 2008

A nossa diferença

Back to the start, Almost lover, 2007

Não tenho a certeza, mas cada vez mais me convenço de que pouca gente há como nós. Por isso nos celebro a vida que nos descobrimos, no passado, no presente e no tempo que há-de vir. Pouca gente haverá como nós que baralhamos as estações do ano e quase nos esquecemos das horas de dormir para ficarmos mais tempo no olhar e no corpo uma da outra. Não tenho a certeza mas penso que somos bem diferentes do habitual, somos únicas e, juntas, uma só em tudo distinta do resto à nossa volta. Por isso te escrevo quase a dizer aquilo que me adivinhas antes de leres as palavras que se repetem em tudo o que te dedico. Não tenho a certeza, mas em todas as ruas em que te procuro só existes tu e, por isso, encontras-me o sorriso constante de quem em ti encontra tudo o que é preciso daqui até à eterenidade. Pouca gente há que se nos pareça com certeza, porque a nossa diferença está no abraço infinito que nos segura o hoje mais intenso do que ontem e, certamente, menos convicto do que amanhã. Esta noite não, que é já tarde e quero, ainda, embalar-te sonhos, mas um dia explico ao mundo o segredo da nossa diferença, mesmo sabendo que ninguém vai acreditar...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Aconchego

David Starling, Light Angles Shadows and Lines

Os teus braços são feitos daquele conforto único que sentimos nos dias em que o Inverno chove lá fora e sorrimos no aconchego de um cobertor quente que nos embrulha corpo e alma. Nos teus braços o vento acalma e encontro-nos um céu cheio de azul, tão luminoso quanto infinito. Nos teus braços só me abalam tempestades dos sentidos que o corpo acolhe como princípio de vida. Não conheço outro lugar para além do que te encontro em cada centímetro que te sinto em mim. Não me desejo noutro lugar senão no espaço que ocupamos e somos uma. Não existe mundo nem antes nem depois disso. E durante esse abraço o mundo é nosso e o nosso mundo não tem fim. Porque tudo o que começa em nós se multiplica. Porque somos uma história sem Tempo, um território sem fronteiras. Porque a vontade de sermos para sempre não envelhece. Nos teus braços seguro a certeza do Amor cada vez mais firme e resolvida. Sei que longe dos teus braços tudo é Inverno, os dias são de vento e alma fria. Hoje e sempre abraço-nos com a força de quem promete a eternidade.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Comigo

Niki Conolly, 18 days without rain...the color of delirium, 2007

"Sejamos nós para sempre companheiras, vivamos nós eternamente o amor que nos engrandece a alma e nos ilumina os dias, sejamos tudo uma para a outra sempre com a força com que nos descobrimos um dia." - U-Turn
Sejamos todas as estações do ano e todos os segundos em todas as horas de um tempo infinito. Sejamos nós todos os jardins que amanhecem sob espelhos de orvalho. Sejamos sempre a nossa cama desfeita pela urgência dos sentidos. Que seja assim, simples e inevitável este tu em mim e eu em ti. Que seja assim a vida - todo o inadiável que nos descobrimos. Sejamos sempre a ideia fixa de que o Amor é tudo e sem ele nada vale a pena, porque nada existe realmente dentro de nós. Sejamos, pois, esse milagre que nos juntou corpo, alma e coração. Que seja assim - eternamente o instante supremo de um encontro feliz.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Contigo

Jeffrey Jones, Tree-hood, 2006

Procurei à minha volta e encontrei-me um carro velho, não muito antigo. E dentro dele havia vida. E quase por acaso, se o acaso existisse, percebi a essência do Amor. Reconheço o ferro, que o tempo foi tornando inútil, e a força com que abraça a vida. Porque a vida não é forma, mas sim conteúdo e o tempo apenas um artíficio que nos empresta um sentido nem sempre muito claro das coisas. E quase nunca andamos em tempo certo ou chegamos a tempo à vida. Mas, por vezes, o milagre acontece e esse momento raro de sincronia absoluta vale o tempo desperdiçado e os sonhos em que nos embrulhámos pelo caminho. Do carro velho nascem árvores. As flores, que são de aço, crescem no resto do jardim. Seja eu eternamente o carro que, ainda que gasto, abraça a vida com a força do Amor com que te vivo. Seja o Amor que me transborda os dias a robustez dos troncos de árvore que crescem, decididas, a tocar o céu e as estrelas onde mandei gravar o teu nome.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Além das nuvens

Back to the start, A better son daughter, 2007

E as nuvens negras são feitas de quê? Água quase madura à espera de chover. E depois chega a luz e o mundo é um lugar muito diferente do que a sombra deixou perceber. Antes não havia caminhos nem sequer talvez paisagem. O sol traz o horizonte e a coragem para o passeio por longínquo que nos pareça. As nuvens negras são feitas de desperdício porque o tempo que passa não volta para trás e o que dele perdemos não voltamos a encontrar. E eu não tenho tempo a perder porque já perdi muito, demasido, antes de ti. Não vou durar para sempre e não gosto que me digam que 'devagar se vai ao longe'. E se pudermos ir depressa para sobrarmos nós ao tempo e segurar o Verão o mais tempo possível? A minha vontade de partir, chegar e ficar és tu. As nuvens negras incomodam-me o passo e eu quero ver-te sempre, mesmo de através do escuro. Quero a luz que te sinto em mim eterna e segurar-te o sol à janela para aquecer o teu generoso sorriso.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hipoteticamente

Adalberto Tiburzi, Convento do Carmo - Lisboa, 2002

E se, um dia, casasses comigo havia de ser numa igreja de céu aberto, límpido e translúcido, que nos deixasse espreitar para além dele e perceber um sorriso cósmico do tamanho do Amor que nos enfeita os dias, mesmo aqueles em que duas ou três gotas de chuva nos apanham desprevenidas. Se, um dia, casasses comigo todas as igrejas seriam catedrais mais perto desse céu que nos imgino como eternidade, e todas as catedrais seriam árvores numa primavera infinita em que a terra é verde e dela nascem flores de esperança em cada beijo nosso. Se, um dia, casares comigo não haverá chão de pedra fria mas uma imensa pradaria onde o Amor se passeia sem dar contas a ninguém e sem que ninguém nos queira mal por isso. Se casares comigo não haverá paredes que contenham a música no baile da alma em que a ti me entrego e em mim te recolho num abraço sem tempo nem cansaço, que vale a vida inteira. E a vida inteira seria pouco se casasses comigo um dia...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Bolas!

Back to the start, Wise up, 2007

Há dias assim, dias em que corremos contra o tempo ou que fazemos tudo para o alcançar, mas o vento está contra e a maré não ajuda. E as horas passam e a noite começa e quase se acaba e nada acontece, ou melhor, tudo acontece ao contrário. E neste tudo de pernas para o ar, vou perdendo a noite porque perdi as palavras que tinha escritas para te amanhecer o dia. A tecnologia assim quis. Não me lembro de quase nada e pensei em desistir. Mas não sei desistir facilmente e tu sabes disso. Do que desapareceu sem pedir licença, ficou-me uma ideia, o mais importante talvez e, hoje, tem de ser suficiente o que é fundamental:
"...o meu coração desertou-me no dia em que nos encontrámos e ficou contigo, teimando na ideia de 'Sempre'. Nas tuas mãos o meu coração é infinito..."
Tinha escrito coisas bonitas a condizer contigo. Perdi o texto, mas desistir, não desisto - Bom-dia, Meu Amor!...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Câmera lenta


Mazda 2 Sport 1.5

E as horas avançam lentamentamente, o tempo não passa e eu começo e recomeço o que tenho para fazer sem nunca chegar ao fim. No príncipio, meio e fim de tudo o que penso, digo e faço encontro-te muitas vezes e neste intervalo em que te espero sem dormir procuro-te nas pequenas e grandes coisas em que me detenho para gastar o tempo sem ti. Em todas elas há uma janela por onde te espreito na esperança que me adivinhes. E sonho que o tempo que demora daqui até aí ande tão depressa como o carro nervoso e leve em que ainda não chego à tua porta. No meu relógio os minutos chegam atrasados e as horas adormecem encostadas umas às outras. Sem ti o dia morre lentamente numa noite que começa logo pela manhã. Os meus olhos cansados do que hoje não te vi vão, agora, sucumbindo ao sono e à vontade de te encontrar em sonhos. Adormeço neste limbo à espera do sol de amanhã, porque amanhã me voltas e eu a ti. Mesmo que os intervalos se contassem em minutos, eu sentiria a tua falta como uma ausência de mil anos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Envelhecer

Jeff Waldorff, 2008

O tempo há-de passar e nós por ele também e em nós ficarão as marcas dos dias e das estações. Somaremos escolhas, decisões e erros também. Seremos tudo isso e mais o que sobrarmos, mas nada disso importa, porque na alma guardamos a eterna juventude do primeiro dia que nos descobrimos como o resto da nossas vidas. Na alma permanece a inquietude do Amor que não sabe contar os dias, que vive na permanente impaciência de querer tudo e tudo ser insuficiente. Quem ama não envelhece nem vê envelhecer porque o Amor não tem tempo, o Amor é um sentido, uma razão de existência que não se mede no Tempo por onde passam os ponteiros do relógio. O Amor é o desassossego da espera e desespero de saudade. É nesta intensidade que te vivo e guardo à revelia dos dias. És e serás sempre o arrepio do primeiro beijo, o primeiro toque da pele na pele, a primeira vez que fizemos amor... O 'sempre' que te sopro ao ouvido, antes e depois de adormeceres, é a eterna luz da Primavera em que te vejo e te sinto tão profundamente hoje como ontem como daqui a 50 anos. Não há Tempo nem Vida para além de ti.

quarta-feira, 26 de março de 2008

É hoje o dia

Back to the start, The book of love, 2007

E por mais que te deixe no ouvido enquanto dormes as palavras de amor que não sei esgotar acordada, tudo é mais e tudo é pouco. E eu, que um dia me acabarei como tudo se acaba menos o Amor que nos segura a vida, vou precisar de voltar para te dizer o que me ficou sem tempo à espera de te aconchegar cada segundo do que somos. Porque tenho muito para te dizer, porque o Amor é imenso, tanto quanto o infinito. Porque te amo todos os dias mais e as noites são pequenas para te abraçar com a força com que te sinto em mim. Por isso adormeço depois de ti. Gosto de ficar acordada a ouvir-te adormecer de pele nua colada na minha, embalada por histórias de ontem e o sorriso de hoje. Gosto dos teus lábios nos meus antes e depois de adormecermos. Gosto de imaginar que, mesmo enquanto durmo, te encosto palavras de Amor para além do corpo e me ouves em sonho o sussurro do coração. Gosto da doce inconsciência com que me abraças enqunto dormes e dos teus lábios que me beijam sem dares conta, pela saudade que nos fica entre um sonho e outro. E porque acordo, sorrio. Tenho tanto Amor para te dizer...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Encontro

...ao encontro do destino...

Não, hoje não temos nada para comemorar, não é uma data especial, não aconteceu nada neste dia, não me ocorre nada de extraordinário. Hoje não celebro nada em particular, celebro tudo de forma absoluta - todos os dias especiais e todos os dias que passaram sem rasto, celebro o que vivi a partir de ti, celebro uma vida nova, um mundo diferente, um encontro feliz, um momento único. Celebro o destino. Celebro-nos muito simplesmente. Hoje não é um dia especial porque todos os dias o são porque os vivemos à nossa escala e num calendário próprio em que os dias são celebrações continuadas porque existimos lado a lado dentro das horas que os preenchem. Celebro o passado que te trouxe, o presente em que te abraço e o futuro que nos sonho infinito. E acima de tudo celebro o inexplicável que te fez dizer quase antes de conheceres a minha voz 'Vês, como foi fácil?'. Porque nada acontece por acaso, muito menos o Amor. Foi fácil. Talvez porque nascemos para esse momento, porque a vida só começa quando lhe descobrimos um sentido.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Debaixo do sol

Ming, Reflection of Mount Garibaldi in Rampart Ponds 6838, 2007

O espelho do que somos reflecte o mundo à nossa volta que nos sente cheias de luz. À nossa volta só o Verão acontece e sol fica na pele todas as noites de todos os dias. E mesmo que lá fora o vento não nos deixe dormir e a chuva caía descontrolada, há raios de luz que resistem e nos seguram por todo o caminho. O destino somos nós, partimos iluminadas e na alma viaja-nos um sol inesgotável. Na alma guardamos segredos que ultrapassam as estações do ano. O coração pinta-nos uma paisagem onde a cor se renova enquanto caminhamos o destino que nos sonhamos.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Tanto para dizer...

Joshishots, Pencil Mark

Às vezes, o dia cansa e a noite é pouca, às vezes não sei que coisas ainda não te disse, mesmo quando penso que tudo o que disse é pouco e tanto fica por dizer quando o sentir é infinito. Às vezes, chego a estar tão adormecida que me esqueço de pensamentos entre as palavras e perco palavras por entre os pensamentos em que o sono me aconhega sem que eu dê conta. Há fins de dia assim, tão cansados que não sei o que escrever porque só me restam forças para embrulhar-me no conforto deste sentir-te tão completamente. E há madrugadas em que os meus olhos ardem, feridos pela luz onde encontro as poucas palavras que me restam. Hoje o dia teve mais horas do que o habitual e a noite é pequena para me repousar. Hoje já passou ou passará quando te disser bom-dia de braços em ti como amarras que te seguram no meu corpo. Falta pouco para ser dia e a vida regressar-me. E neste instante que roubo ao sono, à falta de palavras novas, deixo-te uma intenção, a mesma de sempre: despertar-te o dia de alma embalada no sussurro do coração. E por agora adormeço e espero a claridade, porque o dia só me começa quando me chega a luz de um beijo teu.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Firme

Adalberto Tiburzi, Nail in the light

Indiferentes ao tempo, porque o tempo não existe quando vivemos dentro e fora dele e seguramos essa certeza que nos transcende de que nada acontece por acaso, seguimos uma viagem de ida sem volta. Porque a viagem é vida, um caminho de cor. Em frente ficam todos os oceanos do mundo e terra infinita por descobrir. Preguei o meu destino na parede e sigo a luz que o ilumina. Seguimos como um rio sem regresso, que nos desenha a paisagem nas formas que imaginámos. Caminhamos, juntas andamos mais depressa e o nosso passo é firme. A mão que seguras nas tuas está cheia de vontade. Os olhos que se perdem nos teus mostram-te a alma de quem não vê mais nada para além de ti. As palavras são escassas, imperfeitas e, muitas vezes, desajeitadas. O coração serve para corrigir erros e amar-te perdidamente para além de mim.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Depois de amanhã de depois

Carolyn Lim, Timeless, 2005

Sem tempo e sem lugar preciso é o Amor que nos empresta a calma e nos faz chegar ao longe que, vezes sem conta, imaginámos. Agora que o longe é daqui a bocado, olho para trás e vejo-nos sempre do mesmo tamanho, maiores do que a vida e à altura da eternidade. Sonhámos sempre longe, quisemos sempre tudo por inteiro e não soubemos desistir desse tudo que valia a pena porque a alma era infinita. E do longe se fez perto, tão perto que estamos quase a chegar. O passado que foi ontem era um sonho de futuro. Hoje está à beira de amanhã e nós somos todas os amanhãs do tempo. Falta pouco e somos já tanto. Somos hoje o que sonhámos ontem e soubemos cumprir aos poucos. Somos hoje um nós para além de todos os dias seguintes, abraçadas a esta vontade de tempo sem fim. Somos o resto da nossa vida e para além disso aquilo que houver. O que somos não se acaba numa vida.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Renascer

Anabark sobre 'Sprayed 2' de AnnLT


Renascer - voltar - Regressar à vida... PARABÉNS A NÓS!

terça-feira, 4 de março de 2008

Terra à vista

Robin Mitchell, Sem título, 2004

De vento em popa, o nosso barco avança por mares imaginados. O sonho cumpre-se e o futuro é quase agora. Ao leme prende-se a vontade de sempre e agora mais valente do que nunca. De vento em popa, navegamos cada vez mais perto da margem que nos cumpre e onde não tardaremos chegar. Atravessámos o mundo inteiro para chegar a este lado e a terra do sonho existe porque acreditámos. Contra ventos e marés nós navegámos e se longa nos pareceu a espera, adivinha-se a ansiedade da chegada. Não tardamos, meu amor, aproxima-se amanhã e amanhã somos nós embrulhadas pelo sonho que aqui nos fez chegar. De vento em popa, avançamos para a terra que a nossa vista alcança com olhar do coração e a vontade infinita da alma. Daqui a pouco lançamos âncora a duas mãos e desembarcamos para um único chão.