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segunda-feira, 13 de novembro de 2006

A medida exacta do imesurável

Anabark - Profundidade (SET06)

E não é no amor que não nos chega que descobrimos a medida exacta do amar?
O sentido das coisas está na força com que elas nos alteram a forma organizada como entendemos o mundo. Nada é o que julgamos ser com tanta certeza. Tudo pode ser de outra forma qualquer, basta que para isso nos demos conta de um sentir diferente do planeado.
A vida não acontece num todo mas nos dias partidos um a um, na soma das partes do que somos ou julgamos ser. A verdade que se descobre, e que nos descobre, vem em doses separadas e o amor que é tudo pode tornar-se nada, porque, às vezes, não somos suficientes para segurar e fazer acreditar o 'nós' que planeamos quando sonhamos acordados.
Às vezes, esquecemos a inevitabilidade da hipótese de fim que todo o princípio pressupõe. E caimos. E aprendemos um pouco mais sobre a medida exacta do amor que se diz infinito e da fronteira entre o delírio e a realidade. E assim se nos descansa a alma para voltarmos a respirar.


domingo, 29 de outubro de 2006

Até logo

Anabark - Second skin (OUT06)

Não há longe nem distância porque a alma vive no coração. E quando o coração deixar de bater, as almas separadas voltarão a encontrar-se numa só.
Não há longe nem distância porque o amor sobrevive na memória que não desiste por tão bem querer. E quando a memória se desvanecer, as almas reencontradas viverão para sempre nesse amor incondicional.
Não há longe nem distância porque quem bem quer é inseparável do que ama. E quando longe da vista estiver, estará perto num bater de coração que guarda a alma num sempre e em toda a parte, até à eternidade.
Não há longe nem distância, há apenas um contratempo de matéria que não é suficiente para uma ausência definitiva. No coração há janelas abertas que nunca se chegam a fechar...