sábado, 12 de fevereiro de 2011

Segurar

Nick Yoon, Person in grief?


"(...) Quando precisares de força para não ceder pensa nisto: ela cuida de ti se estiveres a chorar? Ela pergunta se jantaste, se tens dormido? Ela diz que viu uma coisa qualquer e lembrou-se de ti? Isso é que é importante, não é ela receber passivamente o teu blog e dizer que te ama e depois ter um perfil assim. É falar-te num livro que é igual a vocês, é levar coisas para a tua casa que sejam para ti. É a diferença entre manipular e dar-te as mãos abertas."


F.

6 comentários:

RV disse...

texto sensato e coerente, a manipulação só é possível qd existe alguém manipulável ainda q quem o seja o permita por uma certa inocência ou ilusão; qd tomamos essa consciência doi profunfamente percebermos q nos permitimos a tal e q o poder de interpretação e de decisão sobre a mesma sp foi nosso, por isso o culpado primordial somos nós, e não os outros pq a imaturidade precisa do tempo q a idade não entende e cada um com o seu ritmo deve fazer o seu caminho mesmo q os destinos acabem por ser diferentes;
Acho q escrevi demais, honestamente o teu espeço toca-me, e sabe bem dar a mão ainda q cibernaúticamente;
Espero que tudo se resolva pelo melhor,

:O)

Lábios de Caprichos disse...

Muitas vezes não se medem as barreiras entre o manipular e o dar(-se). e ao apercebermo-nos do abismo que existe entre elas... renascemos

Always disse...

RV,

É bom reencontrar-te por aqui e agradeço-te a tua reflexão. Não posso deixar de concordar contigo quando dizes que só nos manipulam o que deixamos manipular, seja por ingenuidade seja por ilusão. Mesmo quando a realidade nos salta à vista e contraria a ilusão.
Por vezes, queremos acreditar que existem milagres e que se conversarmos as coisas podem ser diferentes. Queremos acreditar por amor. E teimamos ver o que não existe, recusamos aceitar quem amamos não só não sabe dar como, mais grave ainda, não sabe receber. E quando aos pessoas não sabem receber, não sabem amar também e, consequentemente, não confiam e diabolizam. Torturam e manipulam para se defenderem. E sofrem e nunca vão ter certezas de nada, nem sequer de si mesmos.
No final, as verdadeiras vítimas são eles porque não sabem reconhecer o que lhes dão de mãos completamente abertas à espera de nada em troca, que não seja o saber RECEBER, a valorizaçao do que se recebe.

Obrigado pelo abraço, sabe sempre bem! Bjos

Always disse...

Lábios de Caprichos,

Penso que o problema reside aı: no saber dar e receber. Se para uma pessoa o receber está associado à manipulação, obviamente que não vai saber valorizar nada do que recebe dado voluntariamente. E quem não sabe receber dificilmente saberá dar. Ninguém tem obrigaçáo de dar. As pessoas dão e dão-se por amor.
A manipulação é o recursos dos que foram maltratados, abusados e dos inseguros e daqueles que não confiam que alguém os possa amar genuinamente pelo que são, sem qualquer outro interesse, provavelmente porque foram mal amados desde a infância. Esses nunca darão, nem se daráo completamente. Esses vão sempre competir por tudo e por nada, porque dentro deles é um vazio permanente por preencher. E nem percebem que eles são o problema, eles são a mão fechada à espera de melhor que nunca vão saber reconhecer e valorizar. São predadores insaciáveis, desperdiçam e deitam fora, acabarão por morrer de fome, porque a vida tem consequéncias.

Mowgli disse...

Vou ter que arranjar um heterónimo melhorzinho mas é bom ver que no livro da selva o nobre Lobo ouviu as palavras do Mowgli crescido, e este ajudou-o a limpar as feridas. A ferida dói mas não infecta. O Lobo-Par não feriu por mal.

O Mowgli já vive na cidade mas não esquece o Lobo que o criou, e custa vê-lo sofrer.

Espero que o teu amor volte rápido, tem aqui todas as provas que lhe queres muito, e os teus querem-te bem. Se não puder amar, que respeite e cuide.

Always disse...

Mowgli,

O Lobo ouve com toda a atenção o Mowgli crescido, adulto e sensato. As palavras do Mowgli encerram a verdade essencial e o Lobo está consciente, hoje mais do que nunca, que confiou num amor que nunca foi realmente.

O meu amor não acreditou nunca em mim nem com todos as provas do mundo! O meu amor não sabe ler, não sabe interpretar nem sabe receber. É autista em grau profundo!

O meu amor não segura, deita fora repetidamente. O Lobo, que acredita no AMOR, sabe que amar é outra coisa, é um estado sólido de alma, e não a dúvida permanente de quem não sabe sequer quem é nem procura ajuda responsável para descobrir.

O Lobo agradece ao Mowgli o cuidado e a amizade infinita, e pede desculpa pela dor que sente e pelo que ela entristece quem lhe quer bem.