quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hipoteticamente

Adalberto Tiburzi, Convento do Carmo - Lisboa, 2002

E se, um dia, casasses comigo havia de ser numa igreja de céu aberto, límpido e translúcido, que nos deixasse espreitar para além dele e perceber um sorriso cósmico do tamanho do Amor que nos enfeita os dias, mesmo aqueles em que duas ou três gotas de chuva nos apanham desprevenidas. Se, um dia, casasses comigo todas as igrejas seriam catedrais mais perto desse céu que nos imgino como eternidade, e todas as catedrais seriam árvores numa primavera infinita em que a terra é verde e dela nascem flores de esperança em cada beijo nosso. Se, um dia, casares comigo não haverá chão de pedra fria mas uma imensa pradaria onde o Amor se passeia sem dar contas a ninguém e sem que ninguém nos queira mal por isso. Se casares comigo não haverá paredes que contenham a música no baile da alma em que a ti me entrego e em mim te recolho num abraço sem tempo nem cansaço, que vale a vida inteira. E a vida inteira seria pouco se casasses comigo um dia...

4 comentários:

underadio disse...

Always,

às vezes, por brincadeira digo à minha querida, ao meu bem:
-Queres casar comigo, atrás de uma moita?
E, a sério, isto não é normal...então não é que ela vai comprar um mazda2, LOLLLLLL.

Beijos p as 2

RV disse...

com este texto deixás te me sem chão,de todos é o q mais gosto, sem dúvida.
Q a boda passe rápido, p a vida em comum ser maior,

bjs

Always disse...

Underadio,

LOL... Atrás da moita pode ser um bom altar! ;)

E já agora se o Mazda 2 da tua namorada chegar primeiro que o meu vai haver chatice! :D

Beijos das duas para as duas

Always disse...

RV,

E eu a pensar que a palavra 'casamento' faz fugir a sete pés!! Obrigada pelo cumprimento :)

Giro, giro é casar todos os dias com a mesma pessoa com a mesma vontade e certeza.

Beijos