sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O amor no calendário

Matthew Jellings, Ice Leaf

Quase a fechar o ano e a celebrar, pela terceira vez, o dia em que a vida nos começou um fogo diferente ao nosso encontro, sorrio aos três anos que nos juntam e percorro todas as esquinas do pensamento, revivendo os caminhos que andámos para estarmos aqui, à distância de um beijo a qualquer hora do dia. Temos história. Temos tanto para contar, vivemos tanto para aqui chegar. Temos muitas histórias, sobramos em intensidade no tanto que já vivemos em tão pouco tempo. Somos o exemplo de que de nada serve lutar contra a vontade que a alma segura a ferro e fogo. Porque o coração tem vida própria, porque aos dois corações que se reconhecem na primeira hora une a promessa de sempre. Somos esse inexplicável e esse infinito que os outros nos reconhecem no olhar. Porque brilhamos por dentro e há uma luz que nos encaminha os dias, um a um, cada vez mais perto do que queremos cumprir - o nosso sempre é um estado de alma absoluto, sem sombras nem dúvidas.

6 comentários:

mots a la bouche disse...

Que possam saborear esse sempre por entre todos os anos do mundo.

Beijo


PS:aquele tango tb e marcou...sorriso

Anónimo disse...

Parabéns ;)
Porque não se trata apenas de "de nada serve lutar contra a vontade que a alma segura a ferro e fogo" e de corações que se reconhecem e se prometem, mas de persistência, fé, porque foi, e é, preciso coragem para acreditar e apostar tudo nisso que se sente, que a alma segura, que o coração reconhece.
Reconheço o valor da tua persistência e fé. Por isso estás(ão) duplamente de parabéns.
Que essa fé não se apague nunca, e se fortaleça a cada dia.
Um grande abraço.
Bjs
Grafis

Always disse...

Grafis,

Em nome das duas agradeço a gentileza das tuas palavras porque elas têm o valor de quem conhece os factos, de quem sabe a história, de quem me viu caminhar para chegar onde estou. E a vida não é um sonho nem o Amor um mar de rosas. Nada é garantido e tudo o que é fácil esmorece até não ter importância nenhuma. A verdade interior, essa sim, grita mais alto do que as montanhas que se erguem no caminho. A voz que vem do Amor dita a fé e a persistência que me reconheces. Acreditei que valia a pena, que era o 'amor da minha vida'. De uma certeza tão rara assim não se desiste nunca!
Um abraço grande e cúmplice.

Bjos

S-Kelly disse...

"Os homens são uns parvos. Não se conseguem entregar por completo ao amor. Têm sempre o trabalho ou outra desculpa do género. Preocupam-se com o que não estão a fazer. Para eles o amor pode ser um inimigo. Um inimigo há muito derrotado, mas do qual ainda têm medo.
As mulheres são diferentes. Para elas o amor nunca é demais, não atrapalha. É que não conseguem viver com uma alma só para elas. Por isso, entre um homem e uma mulher, há muitas vezes só uma coisa parecida com o amor. Entre duas mulheres, pode acontecer o amor inteiro. Basta ver duas mulheres olharem-se nos olhos."
Pedro Paixão (always)

Continuem felizes...
Um beijo

Always disse...

Mots a la bouche,

Obrigada pelo teu voto - é esse mesmo 'sempre' que desejo a quem o encontrou e o trabalha como projecto de vida.

Um beijo.

Always disse...

S-Kelly,

Rendo-me por completo à sabedoria de Pedro Paixão evidenciada no excerto que escolheste - obrigada!
Parecerá demasiado suspeito e tendencioso concordar com o ponto de vista do autor, mas a verdade é que ele acerta em cheio naquilo que, provavelmente, será a grande diferença entre homens e mulheres: a capacidade de perder tempo a pensar, partilhar e receber algo que 'arde e não se vê'. Claro que nem todos os seres humanos terão esta capacidade de abstracção. Mas também acredito que as mulheres têm-na mais do que os homens... :)

Beijos