quarta-feira, 15 de abril de 2009

Azul feito de flores

Mattana, Dahlia I, 2004

Hoje trago-te uma flor, não porque seja primavera e porque haja flores a anunciar a estação. Quero apenas que saibas as cores que vou absorvendo por cada vez que te lembro e te regresso, que te adormeço e te desperto, que respiro o que somos apaixonadamente sem qualquer interferência das estações do ano. Hoje, dia em que choveu gelo a meio da manhã, sobre o chão da Primavera, trago-te uma flor intemporal, que segura nas pétalas a frescura da eternidade que nos prometemos dia após dia. Não precisamos de mais quando encontramos por dentro, uma flor sem tempo, que floresce todos os dias sob temperatura tépida do Amor que cuidamos com fogo de alma em corpo escaldante e húmido.

6 comentários:

S-Kelly disse...

E que bom que é oferecer e receber uma só flor...

Always disse...

S-Kelly,

Basta uma, daquelas que saberemos cuidar para sempre... :)

L. disse...

você é a pessoa mais apaixonada do mundo. cada dia tenho mais certeza.

Always disse...

L.

Heheh... Eu também acho que sim, embora não possa prová-lo com rigor científico. :)

White disse...

E a flor pode ser postal, pode ser livro, pode ser lenço, pode ser mensagem, pode ser pensamento, pode ser luz, pode ser cor. A flor é a presença constante na mente de quem a quer oferecer, porque nunca esquecemos, porque estamos sempre presentes, porque queremos mais do qualquer outra coisa. Lembrar.

Always disse...

White,

Sim, a flor pode ser tudo isso, qualquer simples, luz, cor, memórias... um pensamento constante, uma palavra, Amor.