segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Alma de rede

J. Le Montagner, Ice

E se, na vida, nós temos um grande sonho e a ele faltamos, que vida acontece no vazio? E se, na vida, descobrimos um propósito fundamental e ele nos falha de repente, que diferença na vida nos faz a deriva? E se, na vida, encontramos o sentido essencial e o evitamos por inépcia, que vida é essa sem corpo nem chão? Porque a alma humana é vítima da dor e a dor da alma ninguém sabe como se evita. Sofre-se o desconforto e o incómodo de estarmos vivos sem sonho, sem propósito e sem sentido. A dor insidiosa de quem estando vivo não se dá conta, faz mirrar a alma e há até quem morra cuidando que vive mais do que o resto do mundo. Aqueles que se escolhem a si mesmos acima de qualquer suspeita perderam a imaginação e o sonho. Porque onde não existe margem para uma ou outra pergunta, o chão é gelo que torna a alma fria, deserta e ausente do mundo. Esta incapacidade de ser não é vida. A inconsciência é um perigo maior que muitos abraçam pela dor que os estremece à noite, perdidos no seu próprio vazio.

4 comentários:

whitesatin disse...

Dear friend,
Só quando começamos a fazer perguntas é que começamos a participar na grande aventura da Vida. Até lá, somos meros espectadores hipnotizados pelos enredos e histórias que não nos pertencem e que, por isso, nos dão aquela falsa sensação de controlo e segurança.
Fazer perguntas, subir ao palco e dar a cara para desempenharmos o nosso papel de coração aberto e receptivo para ouvir todas as respostas, requer uma coragem, diria, sobre-humana. Mas quando temos o coração no lado certo e a alma no infinito tudo é possível! A força da fé move mundos! :)

Tenho muito orgulho em ti, amiga!

Abraço cheio de Luz!

H A R R Y G O A Z disse...

Have a SUPER week!

Always disse...

Have a nice weekend, Harry!! :)

Always disse...

Belíssimo comentário, Nat! Subscrevo! :)
Não há nada mais desinteressante do que viver a vida de outras pessoas para evitar o incómodo de nos colocarmos questões que nos retiram da nossa zona de conforto. A autodescoberta implica disponibilidade não é compatível com a preguiça de nos evitarmos a nós mesmos. Não somos nem nunca seremos perfeitos, mas podemos conhecer melhor o que somos realmente. Haja sempre fé em cada pergunta que nos fazemos!

Um abraço com a luz que trazes sempre! :)