segunda-feira, 2 de abril de 2012

Domo arigato

Luís Afonso, 満開- Full Bloom Series, 2012

Do outro lado do mundo chegaram-me flores pela noite dentro. Entraram pela janela e espalharam-se pelo quarto. E continuaram a chegar de manhã cedo como se não viessem daquele longe onde o sol nasce primeiro do que neste céu ocidental. De manhã quando acordei havia árvores floridas por toda a parte e dei-me conta que, afinal, não são de longe, vêm da alma de quem nelas reparou beleza e a partilhou com igual encanto e sensibilidade. Chegaram-me sem distância flores guardadas com a emoção de quem tem, dentro, um jardim  sempre a florir. Recolho-as como nuvens perfumadas que abrigarei na minha casa com o mesmo abraço que trouxeram até mim. E debruço-me na janela para olhar mais de perto o jardineiro que, do outro lado do mundo, me espreita o coração com o toque de veludo de quem cuida de estados de alma.

8 comentários:

rv disse...

mt bonito

Always disse...

Talento do fotógrafo! :)

Luna disse...

são assim os jardineiros que cuidam dos jardins que plantamos com amor: olham-nos para dentro da alma, adivinhando-nos os coração aos pulos pelos aromas que nos chegam duma distância indizível.

Belíssimo texto

Maria disse...

Como sou muito intensa, sou completamente apaixonada por tudo que escreves. Belíssimo texto querida.
Um forte abraço.

Always disse...

Luna,

Há encontros de sensibilidade que ultrapassam distâncias, géneros, sexualidades, etc...
Obrigada pelo comentário e também pela sensibilidade com que interpretou o meu texto! :)

Always disse...

Maria,
Agradeço-te o feedback e a simpatia... :)
Sendo intensa no que sinto, o que escrevo é reflexo dessa minha forma de ser...

Um abraço!

Anónimo disse...

E podem vir de perto ou de longe , que venham sempre da alma.Depois é só abraça-las todos os dias.

Mi

Always disse...

Sim, Mila, e 'abraçá-las todos os dias' é cuidar para que cresçam e se multipliquem... :)

Beijos!