sábado, 28 de abril de 2012

Tudo vale, no amor e na guerra

Algis Kemezys, Beauty and the pricks, 2012

Eu, que vivi o mais efémero de todos os amores infinitos que conheço, acredito na ideia de um sempre, de alguém único e na incondicionalidade do sentimento. Eu, que vivi o mais breve de todos os amores eternos que testemunho á minha volta, acredito, apesar de tudo, no Amor como sangue, suor e dor no corpo como na alma, essência de vida. Na guerra não sei mas no Amor vale tudo e nesse 'vale tudo' cresce resistente o Amor. Na versão dos outros o Amor neles sobrevive contra tudo, na minha, que jurei para sempre, em todas as batalhas fui vencida. Todos os grandes amores que conheço continuam eternos menos o meu. Mas, quando olho para esses jardins que aguentam ventos e tempestades e permanecem floridos, indiferentes á violência das estações do ano, invade-me uma fé que não renego e assumo que vale tudo em defesa do Amor. Teimo em acreditar numa versão maior do que aquela que vivi, que julguei perfeita e infinita e se desfez tão rapidamente como uma nuvem passageira ao sabor do vento.

2 comentários:

Thinkerbell disse...

No Amor vale tudo o que o torne ainda mais perfeito e único. Que nos torne livres para usufruir da sua eternidade. Abraço

Always disse...

Subscrevo inteiramente o teu comentário.
E acredito que há só um 'grande amor na nossa vida' e que ele é eterno mesmo quando já não é nosso. Não há maior prova de amor do que deixar livre quem amamos se, na sua vida, já não fazemos sentido porque deixaram de amar e de poder retribuir igual amor.

Abraço!