terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Aconteceu?

Inês, Derivações, 2007

DARK CITY
Real: Alex Proyas (EUA, 1998)
John Murdoch (Rufus Sewell): I know this is gonna sound crazy, but what if we never knew each other before now... and everything you remember, and everything that I'm supposed to remember, never really happened, someone just wants us to think it did?
Emma Murdoch (Jennifer Connelly): But how can that be true? I so vividly remember meeting you. I remember falling in love with you. I remember losing you.
Emma Murdoch: I love you John, you can't fake something like that.
John Murdoch: Yes, you can.

10 comentários:

SK disse...

:)
Ficção cientifica a esta hora da noite/manhã?
Esta é uma perspectiva aterradora…
Será que se pode?
Não. Não pode!
Por mais que alguém possa querer. Nem fingir que aconteceu, nem que não aconteceu.
Podemos até negar, mas não podemos enganar o corpo e os sentidos.
Apenas o tempo e um querer de desprendimento suave pode fazer correr um certo véu letárgico, e depois outro… mas nada deixará de ter acontecido.
Bjo

Always disse...

Sci-Fi é bom a qualquer hora do dia, estimula a imaginação e desenvolve o espírito de investigação para além do dado adquirido.

Perspectiva aterradora? - Sem dúvida! E há mesmo quem se esforce por esquecer e recalcar coisas que não se querem sentir nem repetir. Mas como tu dizes, é impossível enganar o corpo e os sentidos e, mais cedo ou mais tarde, tudo o que está adormecido (ou tudo o que se engana e se esconde) acaba por acordar. Aconteceu por alguma razão - nada do que acontece na vida e mexe com a gente acontece à toa.

Bjo

Angell disse...

Suponho que todos nós gostariamos de poder "apagar" algo das nossas vidas. Isso no entanto; significaria um vazio no nosso peito; que nunca iriamos saber porque o sentiamos. A vida é como ela é e não podemos fugir ao nosso destino(Podemos é tentar melhorar sempre e procurarmos sermos felizes, contornando o que nos faz sofrer).

Bjs!

Always disse...

Na vida, só os momentos maus estão a mais. Tudo o resto deve ser vivido com a intensidade que soubermos e a que estivermos dispostos. Não podemos deixar para amanhã a opoortunidade de ser felizes, porque 'amanhã' pode nunca chegar. A vida constrói-se no 'agora' que construímos com maturidade e determinação. Os dias são permanentes desafios e ainda bem - é sinal que estamos vivos e que sentimos por dentro a vida e crescemos o suficiente para ir ao seu encontro.

Bjo

porquinho/a feliz disse...

of course you can! this is a terrifying possible reality. the body responds doesn't mean it's lurrrve, and when the body doesn't respond doesn't mean the love isn't felt. it IS a terrifying reality if one is able to recognise the difference. anyway, don't you think it's time for fantastic Japanese horror films now, darling?! :)

no heart, F.

Deckard: Tyrell really did a job on Rachael. Right down to a snapshot of a mother she never had, a daughter she never was. Replicants weren't supposed to have feelings. Neither were Blade Runners. What the hell was happening to me? Leon's pictures had to be as phony as Rachael's. I didn't know why a replicant would collect photos. Maybe they were like Rachael. They needed memories.

whitesatin disse...

Vi há dias, um documentário onde se comparava o cérebro a um computador. Entrando por essa perspectiva, é possível apagar a memória cerebral, tal como se limpa um disco rígido. Mas será possível apagar um sentimento? Que eu saiba, as emoções ainda não fazem parte do universo dos "bits" e dos "bytes". Mas é uma boa pergunta, não é?

P.S. - A ficção científica está cada vez mais próxima da nossa realidade. Isto sim, é assombroso...

Bjs

Always disse...

Porquinho/a feliz,

You don't exist without memories. Replicants and blade runners may not have feelings but still they need memories to believe in their existance.

Hugs!

Always disse...

Whitesatin,

Se perdermos a memória perdemos a existência no que aprendemos e coleccionámos de nós mesmos. Partiremos do zero todos os dias. Fazer 'reset' pode ser conveniente para os que lidam mal com o passado. Mas sim, é possível apagar a memória e implantar memórias falsas também e isso não é ficção científica.

O mesmo não é verdade no que diz respeito a sentimentos e emoções. Antigamente tentavam com choques eléctricos, mas depois perceberam que esse 'tratamento' apagava mais coisas e que o sentimento só ficava adormecido até ser, de novo, activado quase de forma imprevisível. Há quem recalque e pague um preço por isso.

Bjo

likeabridge disse...

Falando apenas do que sei, julgo que a memória, ao esfarrapar-se, deixa sem nexo as vivências, já que não se consegue reconstituí-las nem olhando para trás, compreender a sua razão.. Mesmo que não as apague, desactiva-as. A dor, no entanto, e para deitar por terra o que poderia ser uma brilhante teoria, fica... Vá-se lá explicar.
L.

Always disse...

likeabridge,

A dor fica até perder o sentido no conjunto de vivências que se vão arquivando na nossa linha de tempo. Não tenho uma teoria melhor do que a tua, nem me atrevo a divagar muito para além disto. :)