quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Cinemateca, 12H40

François Boyer, Les Portes du Paradis

«Constants are Changing»
«Aurora»
Um ano - cinco meses plenos, sete meses vazios
Um perfume que o vento não devolve
Estou cansada do não e do nada de quem nada faz por amor.
Um beijo meu. Always.
A.

11 comentários:

SK disse...

"Aurora" do Murnau se não me engano... aí está um filme que ando seguramente há mais de dois anos para ver e ainda não consegui. Uma bendita cópia restaurada.

Sobre o restante… bom, o cansaço leva-nos indubitavelmente à mudança…
BJ

Always disse...

«Aurora» é uma obra-prima, como aliás todos os filmes de Murnau.

O cansaço, acima de tudo, esgota-nos todos os argumentos. Remar contra a maré numa tempestade infinita, sem terra à vista, gasta a força e paralisa os braços. A tempestade não vai chegar ao fim, apenas o remador.

wind disse...

Volto a comentar porque pensei melhor:)
Desconheço o filme.
Quanto ao resto, porque é que não deixas de remar contra a maré e deixas o barco seguir por uns dias o movimento do mar e do vento?
Assim dá para descansares e veres de dia o belo que é o mar e de noite as estrelas:)
beijos

wind disse...

Também há aquele ditado que diz" depois da tempestade vem a bonança".
Estou para aqui com estes "diaparates" todos, porque não tenho o dom da escrita, mas para que o remador não desista:)

whitesatin disse...

Recolhe a vela quando vier a tempestade, e iça-a quando vier o vento. E nos momentos de calmia olha, aprecia a paisagem. Dizem que o nascer do sol e o ocaso no meio do oceano nos transformam.

:)

Bjs

Always disse...

Wind,

Ainda bem que pensaste melhor...
Acertaste em cheio - deixei de remar e deixo ir o barco no movimento do mar. Estou quietinha a olhar o azul do céu e a noite das estrelas, de costas voltadas para a tempestade.

Há coisas bem mais importantes que o dom da escrita. Agradeço-te o apoio - o remador(a) não desiste, vai descansando e calculando nova uma rota. :)

Bjos.

Always disse...

Whitesatin,

:) E assim como dizes vou aprendendo a marear para fora deste mar que me rejeita e vive sempre em tempestade. Ainda tenho um bocadinho de sol em mim, quero preservar-lhe o calor. O remador merece um mar infinito e há muitos mares tranquilos e infinitos há espera de descoberta.

Bjo.

whitesatin disse...

Nem mais! Bora lá descobrir novos mares e oceanos! Espero que encontres uma ilhota bem porreira, cheia de palmeiras e riachos, e cascatas e grutas para explorar. Hehehe

Olha, já que estás numa de planeamento de rota...emprestas-me a tua bússola? É que a minha está desmagnetizada...deve ter levado com um relâmpago em cima durante a última tempestade...e eu ainda não sei bem para que lado me hei-de virar...

Blue disse...

Isso isso! E sereias também! Não há nada como seguir o canto de uma sereia para passar de um mar ao outro! :PPP

Não interessam as palavras, interessam os sentimentos e acho que já sentiste o quanto sentem por ti as pessoas que aqui te comentam. Estamos todas a torcer por esse sol que teima em espreitar! Estamos todas à espera que ele nasça dentro de ti e que afaste a tempestade de uma vez por todas!

Força remadora! Reconheço em ti uma lutadora mas se essa maré não te dá tréguas, muda-te de praia!...

Always disse...

Whitesatin,

LOL. Desde que não seja a ilha de «Perdidos» (LOST) que de coisas perdidas já eu estou farta.

Bússola?! Que tal as estrelas? Pelo menos essas não falham nem desorientam. :)

Bjos

Always disse...

Blue,

De um mar ao outro vou remando com a força que recolho, em plena tempestade, na voz das sereias que escuto por aqui. Todas elas têm razão o mar só acaba onde começa a terra e a tempestade não dura para sempre.

Não desisto de mim. Um dos meus livros da minha vida é «O Velho e o Mar» (The Old Man and the Sea), de Hemingway pela mensagem de perseverança e coragem - sinto-me o velho Santiago que lutou contra os tubarões durante três dias pelo peixe gigante que pescou quando já ninguém acreditava que ele seria capaz de pescar uma sardinha que fosse. Sou e serei sempre uma lutadora. Só desisto do que não vale a pena.

Obrigada pela confiança que depositas em mim. Segue tu também o exemplo de Santiago.

Um abraço.

A propósito de «O Velho e o Mar»:

'Santiago is a Cuban fisherman who has had an extended run of bad luck. Despite his expertise, he has been unable to catch a fish for eighty-four days. He is humble, yet exhibits a justified pride in his abilities. His knowledge of the sea and its creatures, and of his craft, is unparalleled and helps him preserve a sense of hope regardless of circumstance. Throughout his life, Santiago has been presented with contests to test his strength and endurance. The marlin with which he struggles for three days represents his greatest challenge. Paradoxically, although Santiago ultimately loses the fish, the marlin is also his greatest victory.