domingo, 25 de março de 2007

Nos intervalos

Steve Price, 2006

Que faço eu nos intervalos da vida, nesses intantes em que não existo pelo que não me vês? Que faço eu nos buracos do tempo que me ficam do que não estás comigo, nesses momentos em que me sinto ausente de mim mesma? Não faço nada - paro de respirar para não perturbar a calma perfeita do sonho em que te encontro uma e outra vez para além da distância. Fico aqui parada, na companhia das estrelas que guardam o infinito do nosso amor. Seguro-te no que te sinto e no que tenho para te dar e te receber também, que é imenso como o horizonte onde repouso a alma enquanto espero. A distância só existe quando não sentimos e nós sentimos um universo inteiro a acontecer entre nós. E neste infinito em que te vivo debaixo da pele não há intervalos nem ausências. No teu lugar em mim, só existimos nós a corpo inteiro e um coração do nosso tamanho.

4 comentários:

wind disse...

Só um smile:)
beijos

Always disse...

Retribuo-te o sorriso. :)

Bjos

Sandrita Star disse...

No intervalo, cada uma vai perceber metade do mundo. Assim, quando estivermos viajamos nos olhos uma da outra...

Os intervalos são apenas outra forma de estarmos...

S.Star

Always disse...

Querida Star,

Disseste tudo - nos intervalos nunca deixamos de estar e de viajar uma na outra. Queremos sem fim o que sabemos construir para além da distância.

Adoro-te!

PS - Obrigada pelo jantar, adivinhaste os mesmos pensamentos - és uma eterna sedutora! :)