terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Flashback... "Hi"


'Subject: Hi - 16.Janeiro.2006'

Foi no dia de hoje, no calendário do ano passado, que vieste à minha procura. Encontrei-te por palavras no mesmo dia. Tens boa memória, mas vais passear-te pelas horas de hoje sem te lembrares, sem um sinal de vida. Não tenho nada para comemorar, mas não me esqueci... sem tempo como prometi, com a distância que me exiges.

23 comentários:

Anónimo disse...

Contigo foi um mail, comigo uma frase numa conversa do msn... lida e relida dezenas de vezes... até que me abriu uma frecha para dentro do meu imaginário (estatuário?) interior.

Há certas palavras que trazem consequências imensuráveis e sim, acredito que nunca serás capaz de te esquecer de nada. Talvez o tempo suavize, mas não apagará nada, acho eu...

Always disse...

Nunca me esqueci de coisas importantes. Esquecer-me do que vivi com ela seria esquecer de uma parte de mim mesma. Tenho uma memória de elefante quando as coisas se passam no mais profundo de mim.

wind disse...

Há marcas que ficam.
jTens a certeza que ela não se lembra?
mas para além das marcas a vida continua.
Como sou tão pragmática para os outros:)
bjs

Always disse...

Wind,

Eu sei que ela não se esqueceu, mas esforça-se para não se lembrar.

Também sei que nunca se esquecerá, porque é impossível esquecer por mais que se esforce.

Anónimo disse...

Essa é a questão wind... vivemos mais para o passado ou para o presente? Isto se considerarmos que o futuro é uma mera ilusão porque a vida tal como a conhecemos pode acabar-se a qualquer momento não é?...

E always ninguém se esquece das marcas da vida, essas carregamos connosco como cicatrizes que nos lembram a dor que foi abrir e fechar certas feridas vezes sem conta...

Always disse...

Blue,

O futuro é apenas um conceito, uma abstração útil para equacionar o tempo para além das horas do presente. O amanhã pode nunca chegar, a vida pode acabar-se de um momento para o outro, ninguém pode garantir quanto tempo vive. O presente é uma prioridade absoluta. Existimos aqui e agora.

Ninguém se esquece da dôr das feridas, é verdade. Mas também é verdade que ninguém se esquece de momentos de felicidade absoluta e incontida, porque são momentos raros, experiências únicas que nos marcam para sempre e que queremos repetir, voltar a alcançar, pela plenitude que sentimos nesses instantes por breves que sejam.

O caminho é a felicidade e não o conformismo de ficar a meio. A vida é sentir esse desafio.

Senhora Saudades disse...

querida A., i never told you "i told you so!" and i am not going to say it now. i wish you the strengh to recover and move on.

Àguas passadas não movem moínhos!!!

'Bjs' :)

F.

whitesatin disse...

Nascemos com as capacidades de memorização, recordação, e raciocínio, por algum motivo.
Mais que não seja para adquirirmos defesas conforme vamos passando pelas experiências que a vida nos apresenta.
"Vivendo e aprendendo" é um lema de vida.

Always disse...

F. dahling,

Don't even think about saying it alright? (in Patsy's tone of voice). There's enough people around me saying the line. It doesn't make any difference anyway 'cause I don't care much about what people say - I'm not sorry... just like Morrissey says in that song 'i'm not sorry for all the things I've done'!

LOL @ the Portuguese saying you wrote. :)

Hugs.

Always disse...

Whitesatin,

Felizmente temos capacidade de aprender, memorizar, pôr em causa, desconstruir e reformular. Foi assim que evoluiu a Humanidade. De outro modo, não passaríamos de macacos a pular de árvore em árvore.

Mas há também quem não acrescente nada ao que aprendeu, quem reproduza modelos sem se questionar se serão os mais correctos, só porque foi assim que aprenderam, mesmo que tenham identificado falhas. Esses não vivem aprendendo, esses existem simplesmente no que lhes foi dado.

SK disse...

Vai-se acabar o dia de hoje daqui a 5 minutos. E amanhã?

SK disse...

...parece que tenho o relógio atrasado... :)

Always disse...

SK,

Fizeste-me dar uma valente gargalhada para acabar o dia. E a rir reparo que já é 'amanhã'... dia 17 de Janeiro de 2007. Como tu me disseste 'ontem' de manhã, respiro fundo e levanto os olhos do chão. :)

Beijos.

SalsolaKali disse...

Boa!
Bj gr

whitesatin disse...

Há os que vivem e os que sobrevivem (o teu comentário demonstra bem as diferenças).
A escolha é sempre pessoal, o resto é conversa.
Alléz!!

Always disse...

Whitesatin,

C'est bien ce que je voulais dire, vive la difference. Allons-y! ;)

Always disse...

SK,

Vês, e também aprendi muitas coisas durante o jantar. :)

Um beijo.

SK disse...

Estamos sempre a aprender ou pelo menos tentamos ir arrumando ideias... acho que isso tb é aprender, às metades :)
Bjs

Always disse...

Se soubermos arrumar as ideias já não é nada mau... é aprender alguma coisa certamente. :)

Bjo

Anónimo disse...

Querida Miss Always,

Eu sei que é feio lavar a roupa num copo, mas não consigo resistir aos meus genes lusitanos ("ó povo que lavas no rio") e já estou arregaçando as mangas...
Isto é assim: há quem pegue a vida pelos cornos e, de frente ou de sernelha, agarra sempre o touro; há quem olhe a vida pelo rabinho do olho; e há quem gosta de meter o olho do rabinho na vida alheia.
E como dizem os brasileiros, "ajoelhou, rezou" - portanto, se ela não se esqueceu e anda a meter o olho do rabinho onde não deve, das duas uma: ou dás-lhe um "ganda" apalpão, ou eu dou-lhe um "ganda" pontapé!!

Desgracei-me, mas vinguei a tua honra :))
A paixão por ti cega-me!!!

S.Star

Anónimo disse...

Não conheço a história e, felizmente nunca me aconteceu "esquecer ou ser esquecida" em datas importantes. Mesmo assim acredito que quem faz um "esforço por se esquecer" não é a pessoa certa para nos fazer feliz, portanto também não vale o tempo das sinapses da nossa memória.
Look atg your self, and take care of you.

Always disse...

Querida Miss Star,

Apanhas-me sempre de surpresa, com as calças na mão e, claro, fico sem reacção.

Eu, que não gosto nada de tourada e sou de signo touro, nao fujo de coisa nenhuma, muito menos da vida. Mas tens imensa razão, há signos desequilibrados, que se escondem atrás dos pratos da balança e roubam no peso das coisas. Enfim, a Maya é que sabe destas coisas, eu não sei nada.

Tu não te desgraces que não vale a pena, a paixão não te exige tanto. Fica tranquila que o bicho é inofensivo e muito medroso. E é feio dar pontapés em pessoas medricas. Quanto ao apalpão, não acho que valha a pena sujar as mãos por coisa nenhuma.

Olha e já agora cito-te a citares a Maria de Medeiros no «Henry & June»: Se os portugueses não tivessem cú, até a merda tinha valor. Podes ficar descansada que ainda não cheguei a esse ponto.

Seremos felizes para todo o sempre. :)

Always disse...

Guinhas,

Bem aparecida sejas!
É uma história complicada e triste à século XIX. Acabou mal. Este é o resumo possível. O resto dos fascículos estão disponíveis por todo o blog, mas dispenso-te da leitura porque é mesmo, mesmo muito triste, de fazer chorar as pedras da calçada. Ponho toda a gente a chorar, já várias pessoas se queixaram. É melhor nem arriscares. :D

Agradeço-te o conselho. :) Tens razão no que escreveste e acrescento "Quem não nos acompanha atrasa-nos". Esquecer é impossível. Vou reconciliando-me como posso, num ritmo lento. Sei que não posso reescrever o fim da história, mas ainda não tive nenhuma ideia brilhante para começar um novo 'livro'. :)